AMÉLIE

Amélie tinha dificuldades em acordar cedo. A preguiça gosta demasiado de ti, dizia-lhe Bernard, todos os dias de manhã depois de esperar vários minutos por ela, à porta de casa de Amélie, para fazerem a sua corrida matinal.

Não é da preguiça que eu gosto, tenho com ela um amor falso: uma paixoneta incompreendida, com assuntos inacabados. Isto era o que Amélie dizia, acrescentando: eu amo as flores, essas sim; são o amor da minha vida.

Era como se fosse um amor proibido. Amélie era alérgica ao pólen. Amava-as, é certo, mas não podia chegar perto delas. Amélie era a tal, que vivia um amor proibido com as flores, porque às vezes, ela arriscava e chegava perto delas. A vida dela esteve em risco, devido ao afecto que ela dava às flores.

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