IRIS

Iris estava a conduzir e a sentir-se inocente. Tinha a certeza de que não tinha cometido nenhum crime: nunca! Em toda a sua vida.

Sentiu nojo pelos criminosos e apesar de muitos deles já estarem condenados, ela condenava-os a dobrar, não; condenava-os a triplicar. Pensava Iris que eles não passavam da escumalha do mundo, marionetas do diabo que após a morte arderiam no inferno. Fosse o diabo alguém que queimasse as suas marionetas, caso as tivesse.

Benzeu-se e agradeceu. Era bom sentir-se inocente e era bom odiar os criminosos, independentemente dos motivos e dos crimes, todos eram odiados de igual modo, por Iris. Sou a favor da igualdade, disse ela para si própria.

O guarda revistou-a e disse-lhe que o seu irmão estava pronto para a visita. Iris estava a visitar Jimmy na prisão. Sei que ele não fez por mal, pensou Iris ao ver Jimmy aproximar-se do vidro e a garantir a visibilidade da suástica que tinha tatuada no antebraço, exactamente, igual à de Iris. 

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