KATE

Kate era corajosa. Kate foi corajosa até que o trauma se sobrepôs à coragem. A coragem tem medo daquilo que causa impactos negativos. Aqui a vida perde equilíbrio, porque as balanças deixam de existir.

A coragem de Kate era brava, mas precisava da balança interior. Uma que garantisse equilíbrio. Tudo se descontrola, e é inevitável que se perca a noção do sentido. As balanças também são orientadoras.

Uma tentativa de suicídio bastou para que a mandassem internar. No hospício há um conjunto de indivíduos muito peculiares. É interessante e único, além de que ali ninguém tem balança interior. A loucura equilibra-se no desequilíbrio: como a flutuação planetária segundo os Hindus.

Kate viu Leon, sorriu; e ele levantou-lhe o dedo do meio.

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