TOM

Tom estava a dançar no seu quarto. Era o único local no mundo onde Tom dançava, desde que ninguém o estivesse a ver. Ele era muito reservado, demasiado tímido para as exigências do mundo da dança e da socialização. Sem dúvida assustava-o mais uma rapariga que lhe dirigisse a palavra, do que e eminência de um asteroide lhe entrar pelo quarto dentro, enquanto fazia os passos de dança mais secretos da história da humanidade.

Tom era o melhor bailarino do mundo. A única pessoa capaz de fazer essa avaliação era ele próprio e assim sendo, ele poderia classificar-se como quisesse. Quem diria que tamanha liberdade era possível a quem está quase sempre enfiado no seu quarto.                

Um dia, a mãe de Tom ordenou que ele vestisse calças e fosse buscar pão. Saiu à rua, e numa pequena envolvência de distracção, embateu contra Uma. Encarando com tal proximidade a beleza daquela jovem, Tom desejou tornar-se num pássaro e voar para longe. Uma pediu desculpa, Tom limitou-se a gaguejar uns sons imperceptíveis. Ela prosseguiu o seu caminho; ele ficou parado, com um ar confuso. Nunca tinha estado tão perto de uma rapariga.

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