UMA

Uma era nova na cidade e um dia perdeu-se. Estava vento, frio e as nuvens cinzentas antecipavam bastante chuva. O receio de ficar molhada era maior que o receio de não saber onde estava e de como voltar para sua casa. Dias em que se prevê que vai chover, não são bons dias para alguém se perder, pensou Uma, enquanto tentava desvendar algum ponto de referência.

Entrou num táxi conduzido por Vincent, que lhe disse conhecer exactamente a localização da sua casa. Chegando a casa, sentiu-se aliviada, chegou mesmo a tempo de não se molhar, porque olhando pela janela, via a chuva do lado de fora.

Uma estava absorvida por uma sensação de conforto, enquanto uma tempestade anunciava uma grande destruição no exterior. Felizmente, já não se encontrava perdida, mas começava a ficar assustada. A trovoada provocou um apagão e Uma, que estava sozinha, tinha medo do escuro.                

Em pânico correu para fora de casa e em desespero perseguiu o mais depressa que podia umas luzes perceptíveis no horizonte. Já não conseguia reflectir, como fez anteriormente. Chegou, por fim, a um local iluminado, mas estava novamente perdida e agora estava molhada, debaixo de uma tempestade.

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: