VINCENT

Vincent ouviu, pela primeira vez, alguém falar sobre rios de sangue. Sentiu-se abalado com tal junção de palavras e embora não soubesse de que sangue se tratava, associou-as aos céus, porque havia alturas em que ele via o céu tornar-se vermelho. Talvez, desse céu que ele via vermelho, viessem as chuvas para os tais rios de sangue.

Há coisas que parecem mentira e são reais e há coisas que parecem reais e são mentira. Vincent optaria por ouvir vozes ao invés de ver coisas, seria mais indicado para a sua condição esquizofrénica. Um taxista não deve poder ver muito mais do que a realidade da estrada que percorre.

Um dia, os céus ficaram demasiado vermelhos e umas criaturas de formas estranhas sobrevoavam as imediações do carro. Wendy vinha no banco de trás e não se apercebia de nada; não sofria da condição do condutor daquele carro.

Para se desviar daquelas criaturas inexistentes, despistou-se e ambos tiveram de ser encaminhados para o hospital.

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: