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Sempre que parto numa busca por Vladimir Kuzov, nem só as suas situações peculiares me chamam à atenção. Eu próprio, viajo enquanto viajo, e tanto uma forma como a outra, deixam-me grato.
Coloco a mochila às costas, fecho a porta de casa e caminho durante quinze minutos. Apanho o comboio, de seguida o metro e depois um avião. Numas horas, chego desde a porta de minha casa até outro país.

É este tipo de liberdade que possuímos, perceptível ao som dos ponteiros de um relógio antigo, numa estação renovada. É tudo momentâneo e pequeno na vida: pequenos momentos, semelhantes ao tamanho do mundo. Não é suficiente perdermo-nos apenas dentro da nossa mente, como Kant fez, na sua condição hipocondríaca e que não lhe permitiu experienciar mais, além daquilo que a sua cidade natal tinha. A mente que se perca, mas o corpo também, algures neste pequeno mundo que habitamos.

Independentemente de se nos deslocamos ou não, estamos a uma distância de pequenos passos, para optarmos pelo que é importante, desde que não fechemos os olhos perante isso ou simplesmente não tenhamos medo de fazer o que realmente queremos. Ainda que possa parecer complicado, a vontade, descomplica. 

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